História do Clube

O Clube Esportivo Aimoré foi fundado no dia 26 de março de 1936 em São Leopoldo, região da grande Porto Alegre por Emílio Dietrich, Nelson Presser, João Ignácio da Silveira, Armando Jost, Plínio Hauschild, Orlando Haas, Alcides Cunha, Felisberto Ramos Filho, Rubem Presser, Walter Haas, Aníbal Lopes Diniz, Djalmo Luiz da Silva e Werner Schmidt

Elenco em 1959

O primeiro campo do Aimoré localizava-se em uma chácara de propriedade de Henrique Bier, no atual Bairro Campina. O campo era rodeado por eucaliptos e foi utilizado pelo clube até 1940. Posteriormente, foi adquirido um terreno de propriedade da família Gernhardt, no Bairro Rio dos Sinos, onde foi construído o primeiro estádio do Aimoré: a Taba Índia, que recebeu jogos do Aimoré até 1961.

A década de 1950 marca o início da profissionalização do Aimoré. Em 1953, o Internacional, através do seu presidente Ephraim Pinheiro Cabral, convidou o Aimoré para integrar a elite do futebol gaúcho (então chamada Divisão de Honra). Foi uma resposta ao Grêmio, que dias antes fizera o convite ao maior rival do Aimoré da época, o Floriano (atual Novo Hamburgo). No mesmo ano, seria realizado o primeiro “Clássico do Rio dos Sinos”, em 19 de abril, com derrota do Aimoré para Floriano por 6 a 1. Geada (4 vezes), Soligo e Martins marcaram os gols da equipe de Novo Hamburgo, enquanto Charuto anotou o gol solitário do Aimoré.

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Estádio João Corrêa da Silveira – Monumental do Cristo Rei
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Registro do Jogo de Inauguração

O lançamento da pedra fundamental do atual estádio do Aimoré ocorreu em 1958. Através do empresário João Correa da Silveira, o Aimoré conseguiu a elaboração gratuita da planta para a nova praça de esportes do clube, feira pela empresa construtora Dietschi. Em 1959, dirigentes do Aimoré tentaram um empréstimo de dez milhões de cruzeiros junto à Caixa Econômica Federal, para a construção de seu novo estádio, no Bairro Cristo Rei. Porém, ao descobrir que o empréstimo sairia caro aos cofres do clube, os dirigentes desistiram da oferta e resolveram arrecadar dinheiro através de campanhas entre dirigentes e associados.

No dia 26 de março de 1961, data do 25º aniversário do Aimoré, foi inaugurado o Estádio João Correa da Silveira, popularmente conhecido como Cristo Rei, em uma partida amistosa do clube com o Internacional. O Aimoré venceu por 1 a 0, com gol marcado pelo centroavante Uga, aos 44 minutos do primeiro tempo.

Ainda em 1961, o Aimoré realizou uma excursão à Argentina, disputando oito partidas, obtendo 4 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Estreou em solo argentino perdendo para o Huracán por 1 a 0. Em seguida, viajou para Tandil, onde venceu um selecionado local por 3 a 1, gols de Toruca, Osquinha e Bira. Empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors no La Bombonera, com gol do centroavante Uga.

Na sequência, perdeu para o River Plate por 2 a 0. Em San Rafael, o Aimoré fez 3 a 0 na seleção local, com gols de Uga, Sebastião e René. Em San Juan, contra uma seleção da cidade, vitória por 2 a 1, gols de André Heinz e Parobé. Em nova partida com a Seleção de San Juan, o Aimoré venceu por 3 a 0 (dois gols de Uga e um de Daudt). No último jogo na Argentina, empate em 1 a 1 contra a Seleção de Mendoza. Sérgio Moacir Torres Nunes era o treinador na excursão.

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Elenco de 1973

Após os anos 70 o Aimoré entrou em um declínio financeiro e técnico, caindo para a segunda divisão gaúcha algumas vezes. Após a queda em 1994 o clube entrou em crise, licenciando-se do futebol profissional em 1997.

Em 12 de fevereiro de 2006, o Aimoré voltou a existir. Contra o Inter B, o Aimoré voltou à Segunda Divisão com um time praticamente formado por atletas da cidade. E o gol histórico veio em bola parada: falta cobrada por Jucimar, rede balançando, o primeiro grito após quase uma década.

Ao final do jogo, não se comemorava um empate. Se celebrava sobrevivência.

Vinte anos depois, aquele 12 de fevereiro segue provando: clubes não morrem enquanto houver quem os defenda.

E como diz o hino: “És o cacique da Taba, contigo ninguém acaba.”

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